Lucas Alves
Proponho que saiamos do factual. Partiremos agora para uma pequena análise da TV aberta que você assiste ou indiretamente acompanha.
A TV que nos acorda e nos faz dormir pode ser vista como grotesca? Há quem diga que futebol e jornal é o que salva o "bom padrão" do que se assiste. Para os que defendem a visão de que a guerra por audiência transforma o entretenimento das emissoras em futilidade e informações passageiras, sugiro que reflitam.
Seja na novela ou no telejornal, nos intervalos comerciais ou na transmissão dos jogos de futebol, todas nossas atrações são dominadas, como metaforicamente quase tudo na atualidade, pela publicidade e, assim, pela compra. Sabendo que não se pode fugir disso, é radicalismo achar que necessariamente isso precisa ser sempre ruim.
Há quem se divirta com programas de auditório. Um crachá de burro não precisa, por isso, ser pendurado em seu pescoço. E a boa música? Não chega na TV? Saia do conforto e de um certo senso-comum dos cults de pensar que apenas livros e filmes são sinônimos de inteligência.
Você pode apontar o que é inteligência? O que faz um programa de TV ser inteligente? Quem assiste? Quem faz?
