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domingo, 17 de abril de 2011

Para mudar, a nova


Com a chegada de um novo comandante para o setor, o jornalismo do SBT deverá passar por grandes reformulações, baseadas em investimentos e estratégias. É o que se espera e não faz pouco tempo. Nos últimos dias o principal telejornal da emissora, SBT Brasil, já tem mostrado melhoras nos índices de audiência, isso com mudanças mínimas.
A ideia é mudar, crescer e mostrar essa nova cara. Com isso acredita-se que Carlos Nascimento e Karyn Bravo podem ser tirados da apresentação do telejornal citado. O primeiro ficaria apenas no Jornal do SBT Noite enquanto sobre a segunda há quem diga que gera interesse da Rede Record.
A aposta de Silvio Santos, saída de algum tipo de premonição ou simples simpatia, é Rachel Sheherazade, jornalista que soltou uma opinião toda particular sobre o Carnaval e que, assim, pela sua sinceridade e coragem, agradou o dono do baú. A moça agora já faz parte do jornalismo nacional da emissora e deve ficar com o SBT Brasil. Para isso acontecer, pelo menos Karyn deveria sair, o que não agrada alguns fãs da emissora.
Quem consegue imaginar um telejornal sendo apresentado pela nova sensação de Silvio Santos em companhia de Carlos Nascimento? Seria opinião e verbos soltos por todo lado. E o excesso não funcionaria. Logo, o próximo tiro no escuro na emissora do Senhor da Telesena deverá ser jogar a principal peça jornalística da casa nas mãos de alguém totalmente nova no jogo, mas que nem por isso é inexperiente.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Últimos suspiros


Após o fim do Casseta & Planeta, a temporada de renovação da Rede Globo foi aberta. O próximo clássico da emissora a ser tirado do ar é Malhação. A trama, casa de testes para novos talentos e alguns prováveis únicos capítulos de fama, vem perdendo força e consequentemente audiência nos últimos anos.
Após 16 anos no ar, a atração mudará de mãos após o fim dessa temporada que está no ar e, o que seria apenas mais uma reformulação, provavelmente será uma tranformação radical nos objetivos do projeto. O nome Malhação até pode continuar, porém acompanhado por alguma outra palavra para compor o título, e reviravoltas de intenção, formato e talvez até público alvo.
A notícia representa renovação, desapego e visão estratégica. Com tanto tempo de duração, muitos pontos mudaram na história, muita coisa se repetiu e o público cresceu e mudou.
O que você espera que vem por aí? A série merecia mais uma chance ou o que vem de novo poderá ser algo bem mais positivo?

(Informações de OPlanetaTV)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Romeu e Julieta nos anos de chumbo


A noite de hoje é de estreias na Televisão Brasileira. Amor e Revolução, primeira novela a se passar inteiramente no período da Ditadura Militar, começa nesta terça, 22h15.
Como Silvio Santos mesmo disse em seu Roda a Roda, exibido no último domingo, essa trama de Tiago Santiago é a grande aposta do SBT para esse ano. Com seu bom humor de sempre, o homem do baú disse que essa produção iria tirar o sbt do lôdo. E mais, segundo ele, se a história não funcionar nos números haveria uma revolução no SBT. Por trás de brincadeiras, sempre há um fundo de verdade e aí podemos perceber que o Senhor Abravanel espera muitos frutos na narrativa de Maria Paixão e José Guerra.
A novela tem potencial, unindo bom autor, bom tema em um bom momento do país, bom elenco e boa direção. Já causou comentários, discussões, enfim, por tocar em uma ferida da história brasileira, a novidade já foi muito comentada na internet e em demais grupos.
Com concorrência teoricamente Amor e Revolução não precisará sofrer muito hoje. A Globo estreia Tapas e Beijos, uma série de humor sem muitas novidades quando comparada com as demais da emissora. E a Record vem com mais uma temporada do desgastado, porém lucrativo e não pouco engraçado, Ídolos.
Por fim, não resta dúvidas de que essa trama é a mais profissional e bem avaliada que o SBT já produziu e pode sim ser um ponto marcante da sua história nas audiências pelo país.

domingo, 3 de abril de 2011

Então me diz, o que você quer ver?


Com toda a diversidade de interesses e meios que o público dispõe hoje, um dos grandes desafios das emissoras de TV é inovar na forma de se aproximar dessas pessoas. Porém o que mais observamos são programas que, ao invés de surpreenderem, são repetições, cópias e as chamadas novas versões do que já foi transmitido, do que já fez sucesso.
Os canais de TV são, na maioria das vezes, comandados por cabeças fechadas, que excluem possibilidades de simples renovação. E o que a gente, plateia de todos esses espetáculos, podemos fazer, é debater o que existe, além de dar ideias, mostrar o que o brasileiro quer assistir.
Por isso te pergunto: que tipo de programa você, telespectador, considera que falta na nossa TV Aberta? Há espaço para esse tipo de atração que você gostaria de ver? Alguém mais além de você assistiria a esse programa?

quarta-feira, 30 de março de 2011

Visita inesperada


Acontecia uma reunião de trabalho quando ouvi comentários de que uma celebridade estava pelos corredores da faculdade. Era uma moça de atual sucesso, uma atriz querida pelo público, e por mim. Eu quis vê-la. A primeira tentativa foi em vão, mas logo depois, acompanhado, segui rumo a encontrar a atriz em seu passeio por nosso ambiente cotidiano.
A global ao que se sabe irá participar do filme Faroeste Caboclo e estava hoje na universidade praticando um laboratório para a personagem, passando por uma simples estudante da graduação. O burburinho caiu solto, diziam que ela não estava atendendo à ninguém que se referisse a ela pelo nome. Era naquele momento Malu, uma simples universitária.
Os olhares atentos e insistentes daqueles que a reconheceram a acompanhavam por onde passava, fosse biblioteca, pátio ou uma loja de livros. A vontade era falar com ela, mas a tal Malu não me conhecia e não tinha assuntos comigo.
Quem era a mulher? A atriz Isis Valverde (Marcela de TiTiTi), que, linda, deu o ar de sua presença nesta tarde de 30 de março na Universidade de Brasília, não oficialmente, mas profissionalmente. A Malu passou por alguns sem ser notada, porém despertou a curiosidade de outros, espertos.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ditos melhores


Foi ar na noite do último domingo, 27 de março, o Domingão do Faustão especial. Especial de fim de ano? Fora de época.
Foi uma noite para premiar os melhores do ano passado. Sim, transmitida em março. O nome da atração é Os Melhores do Ano. Trata-se de uma clara demonstração de auto-confiança e total segurança da Rede Globo em suas produções. Os anos podem ter passado, algumas peças do jogo terem se invertido, porém a tv da família Marinho continua fechada em si mesma e achando que seus filhos são melhores que o dos vizinhos. Mais bonitos, mais talentosos, mais famosos, mais brilhantes.
Não é bem assim. Temos grandes profissionais e produções nas outras emissoras, o que possibilita a sugestão de um novo nome para a premiação global: Os Melhores da Globo.
Concordo que alguns prêmios foram merecidos. Cito aqui o caso de Murilo Benício, que mesmo com o agora novamente visível mau desempenho em O Clone, fez bonito em TiTiTi, novela recém encerrada. Foi o melhor ator do ano passado.
Vem aí o Troféu Imprensa 2011 (sobre 2010) que, entre um ou outro julgamento, ao menos reconhece ou tenta reconhecer todas as emissoras e o que está dividindo o público.

sábado, 26 de março de 2011

Apelo visual


Terminou ontem a primeira semana da novela Rebelde, da Record. A audiência seguiu crescente e deve ter agradado a emissora.
Desde a feia Betty (não lembro o nome da versão brasileira) que foi possível notar que na Record as adaptações de tramas da Televisa teriam um ponto particular: não seriam uma simples cópia. Na emissora dos bispos as tramas mexicanas sofrem uma reformulação e não seguem à risca o original. A novela adolescente que está começando tem muitos momentos que são quase integralmente fiéis ao texto primeiro, porém tem algo totalmente novo: a edição.
Talvez com a novela Malhação no inconsciente, essa versão de Rebelde dá muito valor ao estético. A estrutura visual dessa novela é claramente diferente da sua irmã do México. Aqui ela está mais infantil, mais baseada em tentativas, quem sabe até mais tecnológica. No decorrer das cenas surgem quadrinhos, divisões de tela, pausas ritmadas, tudo dando um ar jovem e possivelmente inovador ao todo.
Será que isso é ruim? O público brasileiro da nova versão é o mesmo da anterior ou com a nova cara se alcança um novo público? Será que alterações na imagem e no roteiro seguem uma linha ou são apenas uma desenfreada tentativa de se desvincular do que já era conhecido? Não sei, mas parece que o brasileiro está gostando do que está aí.